Toyota reduz veículos elétricos a hidrogénio nos EUA


Toyota - Carro A Hidrogenio

Esta mudança surge num momento em que o mercado de veículos elétricos movidos a hidrogénio enfrenta desafios significativos nos Estados Unidos da América.

Tabela de Conteúdos

Menos veículos elétricos da Toyota nos EUA

A Toyota anunciou que, em 2025, a berlina a hidrogénio Mirai será comercializada apenas na versão XLE nos Estados Unidos. A variante Limited, considerada topo de gama, deixará de estar disponível no país.

A Toyota tem vindo a reduzir a oferta de veículos a hidrogénio nos Estados Unidos devido a vários desafios enfrentados por esta tecnologia no mercado norte-americano.

Um dos principais entraves é a infraestrutura limitada de abastecimento de hidrogénio, sobretudo na Califórnia, onde muitos proprietários do Toyota Mirai relatam dificuldades constantes para reabastecer.

Os postos de hidrogénio enfrentam frequentemente encerramentos ou escassez de combustível, tornando a utilização destes automóveis bastante desafiante.

Maior autonomia e novas vantagens para condutores

A Toyota Mirai XLE 2025 apresenta uma autonomia de 402 milhas (aproximadamente 647 km), um aumento considerável face às 357 milhas (575 km) da versão Limited. Além disso, o modelo mantém um conjunto robusto de tecnologias, incluindo um ecrã tátil de 12,3 polegadas compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fios, atualizações remotas (OTA) e a subscrição “Drive Connect” para comandos de voz.

No que toca à segurança, o Toyota Safety Sense 3.0 vem de série, integrando funcionalidades como o controlo de cruzeiro adaptativo, alerta de saída de faixa com correção de trajetória, reconhecimento de sinais de trânsito e assistência à manutenção na faixa.

Incentivos mantêm-se para compradores

Apesar da redução da oferta, a Toyota continua a oferecer incentivos atrativos para os compradores da Mirai. Os clientes podem receber até 15.000 dólares em combustível gratuito, o que cobre seis anos de abastecimento ou três anos em contratos de leasing.

Além disso, a garantia dos componentes da célula de combustível mantém-se nos oito anos ou 160.000 km.

Infraestrutura limitada desafia mercado de hidrogénio

A decisão da Toyota surge num contexto de queda nas vendas. Em 2024, foram vendidas apenas 1.778 unidades da Mirai nos EUA, representando uma redução de 50% face ao ano anterior.

Dois fatores explicam esta tendência: a crescente popularidade dos veículos elétricos e a escassez de infraestruturas de abastecimento de hidrogénio. Recentemente, a Shell anunciou o encerramento de várias estações de hidrogénio na Califórnia, reduzindo a rede para menos de 50 postos ativos em todo o estado.

O futuro do hidrogénio na indústria automóvel

Para enfrentar estes desafios, a Toyota e a BMW assinaram um memorando de entendimento em 2024 para acelerar o desenvolvimento de veículos a hidrogénio de nova geração. O objetivo é padronizar componentes, reduzir custos e expandir a infraestrutura de abastecimento. A BMW já anunciou planos para lançar o seu primeiro modelo a hidrogénio em 2028, reforçando o compromisso com esta tecnologia alternativa.

Especialistas do setor, como Matthew Blieske, líder global de hidrogénio da Shell, afirmam que esta tecnologia será essencial para descarbonizar transportes pesados, onde as baterias elétricas ainda enfrentam limitações significativas. No entanto, apontam que o sucesso da mobilidade a hidrogénio dependerá de um investimento massivo em infraestrutura e da redução do custo da produção de hidrogénio verde.

A decisão da Toyota reflete um momento de transição para os veículos movidos a hidrogénio, que ainda lutam para se afirmar perante a concorrência dos elétricos. Resta saber se os avanços tecnológicos e as novas parcerias poderão reverter esta tendência nos próximos anos.

Para enfrentar estes desafios, a Toyota e a BMW assinaram um memorando de entendimento em 2024 para acelerar o desenvolvimento de veículos a hidrogénio de nova geração.

O objetivo é padronizar componentes, reduzir custos e expandir a infraestrutura de abastecimento. A BMW já anunciou planos para lançar o seu primeiro modelo a hidrogénio em 2028, reforçando o compromisso com esta tecnologia alternativa. Além disso, especialistas da indústria acreditam que o hidrogénio poderá desempenhar um papel crucial no setor de transporte pesado e aviação.

A decisão da Toyota reflete um momento de transição para os veículos movidos a hidrogénio, que ainda lutam para se afirmar perante a concorrência dos elétricos. Resta saber se os avanços tecnológicos e as novas parcerias poderão reverter esta tendência nos próximos anos.

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